O Bahia de Rogério Ceni tem muitos méritos, mas tem também os seus muitos defeitos. Um deles é o comportamento em jogos decisivos, algo que se repetiu na derrota por 3 a 2 para o Cruzeiro, em confronto direto válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor não jogou bem e mais uma vez falhou quando precisou se provar sob o comando do treinador [assista aos melhores momentos acima].
Siga o ge Bahia nos Canais do WhatsApp
O Bahia tem apenas cinco pontos em 30 possíveis contra os times do G-6. Aproveitamento de 16,6%. Isso sem contar nas eliminações para O'Higgins e Remo em jogos de mata-mata no início da temporada. Ou até mesmo outros tropeços em partidas decisivas nos últimos anos, com o confronto direto com o Fluminense que valia vaga na fase de grupos da Libertadores no fim do ano passado.
- Estamos sempre tentando trabalhar, fazer o melhor para o Bahia, mas algumas equipes ainda estão em um nível acima do nosso. A gente tenta tirar isso com competitividade e luta, mas algumas vezes não conseguimos superar adversários que talvez estejam mais prontos que a gente. Vamos sempre brigar para deixar o Bahia no nível mais alto, mas está faltando um pouco ainda para a gente se colocar entre os quatro primeiros colocados - reconheceu Rogério Ceni na entrevista coletiva.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/8/E/VlMEjuQRSaoUDoqrdawg/55635233458-51db88d5ed-k.jpg)
O jogo
Rogério Ceni mudou o jeito do Bahia jogar e apostou em Everton Ribeiro como titular pela primeira vez no segundo semestre. O camisa dez ficou com a vaga de Erick Pulga, em troca que impactou as fases ofensiva e defensiva do Tricolor. Veja a escalação abaixo:
Ronaldo; Marcos Victor, David Duarte, Kanu e Luciano Juba; Acevedo, Erick, Rodrigo Nestor e Everton Ribeiro; Kike Olivera e Alejo Veliz.
Com a bola Everton Ribeiro tentou flutuar entre os volantes e zagueiros do Cruzeiro, ocupando quase sempre a faixa mais central do campo. Enquanto isso Kike Olivera caa pela direita, e no lado esquerdo a profundidade era revezada entre Rodrigo Nestor e Luciano Juba.
+ Veja mais notícias sobre o Bahia+ Veja a tabela completa do Brasileirão
Ofensivamente a escolha parece não ter compensado porque o Bahia criou pouco, com apenas três finalizações no primeiro tempo. Mesmo assim, o Tricolor saiu na frente graças a uma linda jogada individual de Kike Olivera. O uruguaio tirou o marcador para dançar e acertou um chute de rara felicidade, praticamente sem ângulo.
As poucas chances criadas pelo Bahia passaram também pela mudança na fase defensiva. Sem a bola, o Tricolor trocou a pressão alta por blocos baixos com Everton Ribeiro e Alejo Veliz à frente das duas linhas de quatro jogadores.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/h/A/7vhQJKRaA7AdROFaukFw/agif2611052306376.jpg)
Com a nova postura, o time abriu mão de recuperar bolas no campo ofensivo, o que vinha funcionando bem como caminho para criar chances nos últimos jogos. Ao mesmo tempo, ainda assumiu o risco de atrair o Cruzeiro para seu campo de defesa.
Quase sempre com espaço para trocar passes, os mandantes ficaram confortáveis no jogo e passaram a ser cada vez mais perigosos, principalmente depois do gol do Bahia. Ronaldo precisou fazer algumas defesas, o travessão salvou uma cabeçada de Fagner, até que o empate veio dos pés de Kaio Jorge, ainda no primeiro tempo.
Durante o segundo tempo, com a entrada de Erick Pulga, o Bahia voltou ao esquema das últimas partidas, com uma trinca de atacantes e Luciano Juba construindo por dentro. O formação deixou o time mais ofensivo (teve o dobro de finalizações na etapa final), mas também mais exposto. O jogo de trocação ofereceu contra-ataques para o Cruzeiro, que em um desses lances chegou a virada.
A fragilidade da defesa do Bahia voltou a ser exposta com com o terceiro gol do Cruzeiro, em lance que Kaio Jorge colocou a bola entre as pernas de Marcos Victor antes de marcar. O 3 a 1 foi o gatilho para David Duarte virar atacante de um time que foi para o tudo ou nada e até descontou com Alejo Veliz de cabeça, mas não mudou a impressão ruim deixada no Mineirão.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/i/e/Q4V0CuTaW82wDq7XdbAQ/55635225068-da5bb9975e-k.jpg)
A derrota no confronto direto deixa o Bahia com 53 pontos, na sexta posição. Como as próximas semanas estão reservadas para a Data Fifa, o Tricolor volta para campo apenas no dia 18 de novembro, data em que visita o Grêmio em Porto Alegre. Até lá, Rogério Ceni terá 12 dias para trabalhar com o elenco em Salvador.




/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/p/U/NQo77ZQaOKcQ5j2QFVeQ/img-facebook.jpg)