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Idosa morre após alta de UPA na Grande BH e médico é afastado; entenda ponto a ponto

30/10/2026

Idosa morre após alta de UPA na Grande BH e médico é afastado; entenda ponto a ponto

Morte de idosa após alta de UPA é investigada

Terezinha Nunes Fonseca da Silva, de 71 anos, morreu na madrugada de quarta-feira (28), em Sete Lagoas, momentos depois de receber alta de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), segundo a família. A prefeitura afastou um médico e apura a conduta de outro profissional que participou do atendimento.

Os familiares denunciam negligência e relatam que a idosa continuava passando mal quando foi liberada. Segundo o município, uma investigação administrativa vai esclarecer as circunstâncias do atendimento e identificar eventuais responsabilidades.

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Veja, a partir dos pontos abaixo, o que se sabe sobre o caso:

Quem era a idosa?

Por que ela procurou a UPA?

Por que a família recusou uma primeira alta?

O que aconteceu durante o atendimento?

Quando ela recebeu alta e morreu?

Quais medidas a prefeitura tomou?

O caso foi registrado na polícia?

O que falta esclarecer?

1. Quem era a idosa?

Terezinha Nunes Fonseca da Silva tinha 71 anos. Ela foi levada à UPA de Sete Lagoas acompanhada da filha, na terça-feira (27).

O filho dela, Adriano Nunes da Silva, também acompanhou parte do atendimento e relatou à TV Globo o que aconteceu na unidade e depois que a mãe voltou para casa.

Idosa atendida em UPA de Sete Lagoas morreu momentos após receber alta, diz família

Reprodução/TV Globo

2. Por que ela procurou a UPA?

Segundo Adriano, Terezinha chegou à unidade por volta das 12h30, com fortes dores nas pernas e nas costas. Ela passou por exames que, conforme o relato do filho sobre a informação recebida do médico, não apresentaram alterações.

Durante a permanência na UPA, a idosa também teve uma forte dor no peito, que se estendia para o braço e para as costas, de acordo com a família.

3. Por que a família recusou uma primeira alta?

Adriano contou que a mãe chegou a receber alta depois de ser medicada. A irmã dele, no entanto, considerou que ela ainda precisava de cuidados e se recusou a levá-la para casa.

“Minha irmã se recusou a trazer ela pra casa e informou ao médico a situação dela. Então, o médico retirou a alta”, afirmou.

4. O que aconteceu durante o atendimento?

Segundo o filho, Terezinha foi encaminhada para a sala vermelha, destinada ao atendimento imediato de emergências. Ele relatou que a irmã pediu ajuda aos médicos enquanto a mãe sentia dores e que houve uma troca de plantão durante esse período.

Adriano disse que questionou o profissional que assumiu o atendimento e chegou a ser retirado do local. Depois, segundo ele, a mãe foi levada para uma área em frente a um consultório e esperou cerca de duas horas por uma nova avaliação. Uma médica informou à família o diagnóstico de infecção urinária e anemia.

5. Quando ela recebeu alta e morreu?

De acordo com a família, Terezinha recebeu alta por volta das 3h de quarta-feira (28). Adriano contou que a levou para casa em um trajeto de aproximadamente cinco minutos e que ela morreu pouco depois da chegada.

“Ela deitou e simplesmente suspirou pela última vez. Nesse momento, eu já percebi que ela não tinha pulsação e que ela não respirava mais”, relatou.

O filho disse que tentou fazer massagem cardíaca, mas a mãe não apresentava sinais vitais.

6. Quais medidas a prefeitura tomou?

Um médico foi afastado, e a conduta de um segundo profissional também é apurada. Segundo o secretário municipal de Saúde, Jean Barrado, as medidas administrativas começaram após o Samu informar à prefeitura sobre a morte. O comitê de investigação de óbitos e o comitê de ética da unidade participam da apuração, que prevê ouvir a equipe e a família.

Inicialmente, a prefeitura informou que um dos médicos havia sido desligado. Depois, o secretário esclareceu à TV Globo que o profissional foi afastado durante a investigação. Os nomes dos médicos não foram divulgados. O município lamentou a morte e afirmou que eventuais medidas serão adotadas conforme os procedimentos legais.

7. O caso foi registrado na polícia?

Até o último retorno às consultas feitas pelo g1, a Polícia Militar informou que não havia localizado boletim de ocorrência em nome de Terezinha.

A Polícia Civil também informou que não havia registro do caso até aquele momento.

8. O que falta esclarecer?

A causa da morte não foi informada nos relatos apresentados. A apuração ainda precisa esclarecer as circunstâncias das avaliações e das altas médicas, se houve falha no atendimento e se alguma conduta contribuiu para a morte de Terezinha. A família pede que eventuais responsabilidades sejam identificadas.

“A única coisa que eu espero é que seja feita a justiça, porque a minha mãe não pode voltar mais”, disse Adriano.

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